quinta-feira, 23 de abril de 2009

Encontros E Despedidas

Logo menos mais uma de nós vai pegar o avião e partir. Mas uma vai ficar, outra já está lá. Logo menos alguém volta, outra vai, eu espero, mas também vou.
Temos raízes aqui, nascemos e nos criamos aqui, a mesma escola, os amigos em comum e até mesmo as paqueras.
Mas o mundo nos proporciona muito mais, nos dá um mapa-mundi cheio de cidades, países e continentes para escolher. Não tem como não querer, ainda mais com essa vontade de viver intensamente tudo que há para se viver! Com isso, sabemos o peso da nossa bagagem, que chega ser bem pesada, pois leva saudades, apegos, lembranças... mas que traz novas lições, novos apegos e um livro cheio de histórias para contar.

Eu sinto, que ainda teremos muitas idas e voltas. Mas nós nos encontraremos sempre em nossas raízes...


..."Mande notícias do mundo de lá!"

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Eu só quero amar!

Tem coisas, que eu achava, que nunca iam acontecer.
Sair com minha irmã todo fim de semana, ter uma amiga longe, sofrer uma desilusão, ser bartender, ter um casa na praia, estar longe, ser tão desapegada e escrever num blog por exemplo.
Mas tem coisas, que eu sempre soube que iam acontecer.
Acordar cedo num feriado, almoçar só com minha irmã, derramar o leite, tomar café, chorar de saudade.
Hoje tive uma daquelas coisas de paulistas de querer resolver os problemas todos num dia em que todos querem fazer isso. E cheguei a mesma conclusão que tenho chegado nestes ultimos meses. Como já dizia Tim Maia, não quero dinheiro, só quero amar. E é por isso, que não combino com São Paulo.
As ruas estão caos, o banco é um caos, o mercado esta um caos, os semáforos nunca estão abertos e as ruas estão empre cheias.
Eu não quero isso.
Quero amor, quero gente sorrindo, praia perto, calor!
Quero que os nossos problemas sejam a roupa da festa junina, e não a saudade.
Quero que o problema seja fazer a Carmina deixar agente ir comprar coca na tia da esquina e não a distância.
Quero vocês! E praia, festas e viajens. Quero vocês! E nuggets, brigadeiro e cerveja.
Quero amor, quero vocês diariamente e quero que chegue logo, o nosso próximo verão.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Uma carta.

Sei que nao sou muito presente, que nao ligo ou mando e-mails contando das coisas daqui. Por isso escrevo uma carta aqui, pra voces saberem o que se passa nessa cidadezinha praiana que eu vim parar.
A neve ja foi embora, mas, mesmo sendo primavera, o calor parece nao chegar nunca. Se bem que depois de pegar um frio de -15, os 10 graus da estacao me parecem quentes o suficientes pra abandonar os casacos. As flores ja estao aparecendo e isso me deixa feliz, aqui a natureza tem um efeito em mim que nunca tinha acontecido antes, fico feliz com o ceu azul, meu humor fica melhor quando vejo o sol e as novas flores me deixam assim, boba.
A saudade eh minha inimiga do cotidiano, dia apos dia, ela me persegue. Mas passados os famosos tres primeiros meses de adaptacao, acho que ja acostumei a conviver com ela e nao me faz tao mal assim olhar fotos de amigos, familia e namorado.
Sinto falta de coisas pequenas, de comer pao de queijo, andar no shopping, pegar metro ou ate brigar com a minha mae.
O tal do ingles ja tomou conta de mim, as vezes estou falando com amigas do Brasil que moram aqui e me vejo soltando um `you know....`. Completamente natural, as vezes esqueco do portugues e uso girias ou expressoes em ingles sem querer.
Abandonei vicios, nao todos eles, mas alguns, como ver tv, posso contar nos dedos quantas vezes liguei a tv aqui. Um outro vicio meu mudou, a comida. Todo mundo sabe que eu amo comer, mas aqui eu como menos, ate por que nao tem nada muito gostoso pra comer por aqui, ate o mc donalds eh ruim! Entao vivo na base da saladinha, cereal e coisinhas assim, vamos ver ate quando sobrevivo assim.
Aprendi nome de muitos personagens de star wars, aprendi tambem a jogar wii, e por incrivel que pareca, eu odeio.
Nao aguento mais meu cabelo, mas nao tenho coragem de corta-lo, tanto tempo pra ele ficar grande assim, nao posso me livrar dele tao facil.
Nao fiz mil compras ainda, como imaginava. Ate por que, nao tenho dinheiro pra isso, meu pequeno salario some de minhas maos em dias, nao sei como ele foge tao rapido. nao gosto de trabalhar, mas acho que isso eh universal, mas me sinto bem conquistando minhas coisas, com o meu trabalho, viajando com o meu salario, me sinto bem com isso.
Nao escrevo com a frequencia que queria, diversas vezes meu diario ficou duas semanas desatualizado. Gosto dem escrever, mas tenho preguica de comecar.
Planejo mil viagens: california, hawaii, philadelphia, boston, atlantic city, washington dc, niagara falls, toronto e ate disney, que esta no fim da lista, se sobrar tempo e dinheiro, eu vou. Contandos os meses, acho que vou conseguir ver tudo que eu quero ver. Acho.
Gosto de morar aqui, me acostumei com o silencio a noite, sem carros buzinando ou pessoas gritando bebadas na rua. O silencio as vezes eh quieto demais, mas eu gosto agora. Gosto de sair na rua e ver poucos carros, alguns esquilos e pessoas que te cumprimentam sempre. Dizem que isso muda aqui no verao, veremos. Me acostumei com a calmaria, mas uma baguncinha no verao nao faz mal a ninguem.
Os fins de semana sao a melhor parte. Festinhas que fazem a semana toda valer a pena, nada de muito extravagante, mas garante umas risadas e ja da pra se divertir.
Sinto falta de conversar, de abracar, de estar presente com voces ai. Mas acho que estou crescendo aqui e isso ta me fazendo bem.
Volto em nove meses, cheia de historias pra contar.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Distância.
Palavra de dois significados, um é aquele que distancia, cria aquele enorme vazio entre dois seres, dois sentimentos, aquela distância que atrapalha, que faz desistir de tão longe, que afasta rotinas, cria obstáculos para união.
Mas o outro, e mais importante para a mim, a distância que solidifica, que concretizam sentimentos, amigos e amores. Aquele sentimento que mesmo longe te faz estar bem ali, perto do que deseja estar. Traz em pensamentos o que completa, e não importa estado, país, cultura ou religião, está dentro de nós.
A ditância também aguça os sentimentos, surge uma pontencialidade neles, a falta parece ser uma imensão, a saudades um caminho sem volta, os bons momentos em lendas, as risadas em gargalhadas sem fim e até as coisas mais simples de um dia-dia tornam-se determinantes em nossas vidas.
Ela me afastou de muitas pessoas, me machucou e até fez acreditar no fim. Mas também me uniu com outras, criou laços eternos...

Assim como o vento que te faz sentir calafrios, seja eles de frio, de saudades ou apenas pelo fato de sentir.

Ontem eu estava ali, pensando em estar aqui. Hoje estou aqui, querendo estar lá.
Mas sempre com a certeza que o verdadeiro, permanece, seja onde for.

Amanda Torchia.